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13 de Dezembro de 2018

Jair Bolsonaro cometeu crime e quebrou o decoro parlamentar: deve ser processado e perder o mandato

Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça
há 3 anos

Na sessão do dia 18 de abril quando a Câmara dos Deputados votava o prosseguimento do processo de impeachment contra a Presidente da República Dilma Rousseff, no momento em que foi chamado ao microfone, o Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), ao declarar o seu voto favoravelmente ao afastamento da Presidente, fê-lo “em memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”.

Este militar homenageado pelo parlamentar, como se sabe, atuou durante quase quatro anos (entre setembro de 1970 a janeiro de 1974) como chefe do Destacamento de Operações Internas (DOI-CODI) do II Exército (São Paulo), órgão da ditadura encarregado da repressão aos grupos de oposição.

Uma de suas várias vítimas foi, inclusive, uma Deputada Federal, Bete Mendes, que, em 1986, reconheceu o militar como tendo sido o seu algoz em 1970. Ele estava no posto de adido militar no Uruguai. A parlamentar chegou a enviar uma carta ao Presidente José Sarney, solicitando que ele fosse exonerado do cargo e pronunciou discurso sobre o assunto no Congresso Nacional. Nada obstante, ele foi mantido na função.

No ano de 2008, o militar torturador chegou a ser condenado em ação declaratória por sequestro e tortura, mais de trinta anos depois de fatos ocorridos durante a ditadura militar, por decisão da 23ª. Vara Cível de São Paulo. Houve recurso da defesa e, em agosto de 2012, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou a sentença que o declarara torturador.

Alguns anos depois, em junho de 2012, ele foi condenado a indenizar por danos morais a esposa e a irmã do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em 1971, preso no dia 15 de julho daquele ano, em Santos, e morto quatro dias depois. A versão oficial da sua morte, fornecida pelos agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), foi a de que ele se suicidou enquanto era transportado para o Rio Grande do Sul.

Em maio de 2013, o homenageado pelo Deputado Federal Jair Bolsonaro chegou a comparecer à sessão da Comissão da Verdade e, apesar de negar que tivesse cometido qualquer crime durante seu período no comando do DOI-CODI paulista, afirmou que recebeu ordens de seus superiores no Exército para fazer o que foi feito, alegando em sua defesa que “combatia o terrorismo“. Naquela oportunidade, acusou a Presidente Dilma Roussef de participar de quatro organizações terroristas mas, quando questionado sobre a existência dos chamados instrumentos de tortura “pau-de-arara” e “cadeira do dragão” nas dependências do órgão, exerceu seu direito de se manter em silêncio.

Nesta mesma oportunidade, mesmo quando confrontado com um documento exibido por um membro da comissão, o ex-Procurador-Geral da República, Dr. Claudio Fonteles (um documento do próprio Exército listando a morte de pelo menos 50 pessoas dentro do DOI-CODI no período em que foi comandado pelo ex-militar), ele afirmou que o documento não provava que essas mortes tinham realmente acontecido nas dependências do órgão.

Um ex-Sargento do Exército, Marival Fernandes, ouvido também em audiência pública na Comissão da Verdade, afirmou que trabalhou na análise de documentos do órgão, entre 1973 e 1974, e quatro meses sob o comando do Coronel Ustra, testemunhando que o ex-chefe, então Capitão, era o “senhor da vida e da morte” do DOI-CODI e “escolhia quem ia viver e ia morrer“.

Eis, portanto, quem foi o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, homenageado publicamente pelo Deputado Federal Jair Bolsonaro, durante votação na sessão da Câmara do Deputados. Fez-se uma homenagem explícita e desavergonhada a um torturador, reconhecido pela Justiça brasileira, por duas decisões. Fez-se, por conseguinte, uma homenagem à tortura.

E, mais. Cometeu-se um crime: “Apologia de crime ou criminoso”, tipificado no art. 287 do Código Penal, consistente em “Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime” (grifamos).

A respeito do tipo penal, e por toda a doutrina nacional, citamos Nelson Hungria: “Apologia é a exaltação sugestiva, o elogio caloroso, o louvor entusiástico. (…) E de todo intolerável será o exaltar, de público, um crime estúpido ou um vulgar malfeitor. (HUNGRIA, 1959, p. 172).

Evidentemente, que não se pode aqui encobrir a conduta do parlamentar com o manto da imunidade parlamentar que, definitivamente, não se trata de um “cheque em branco” dado aos parlamentares para cometerem crimes no exercício de seu mandato. Por óbvio que não. Há limites!

Ao votar, o Deputado Federal Jair Bolsonaro extrapolou o âmbito da sua prerrogativa, cuja previsão reside no art. 53 da Constituição Federal. Trata-se de instituto substantivo, destinado a ampliar a liberdade de expressão dos membros do Legislativo, dentro de suas atribuições, assegurando-se, por implicação, a defesa do interesse público e não concessão de salvo conduto para práticas criminosas. A manifestação do parlamentar, nos termos em que foi exarada, exaltando a figura de um torturador reconhecido pela Justiça brasileira em mais de uma oportunidade, não guarda qualquer relação com o exercício do mandato legislativo, sem qualquer horizonte crítico a justificar tal conduta, donde se extrai a inaplicabilidade da causa impeditiva de aplicação da lei penal.

Ao declarar o seu voto, homenageando o militar torturador, o Deputado Federal ultrapassou os limites da imunidade parlamentar, mesmo porque, tal prerrogativa “não pode constituir um Bill de impunidade total ou mesmo o privilégio de uma irresponsabilidade pessoal absoluta, até porque resulta difícil compreender que para o (bom e escorreito) exercício das funções parlamentares sejam absolutamente necessárias manifestações abusivamente caluniosas ou injuriosas ou difamatórias.” De mais a mais, “nenhum ato público pode violar o princípio da razoabilidade ou proporcionalidade que rege as manifestações parlamentares. Se de um lado há o interesse na independência e livre formação da vontade do legislativo, de outro, existem múltiplos outros direitos fundamentais que também merecem proteção (honra, privacidade, intimidade, dignidade, etc.).” (GOMES, 2002, P. 93).

Mas, não é só.

A conduta do Deputado Federal também configura quebra do decoro parlamentar, ainda que se considere a imunidade parlamentar, sujeitando-se à perda do mandato, com base no artigo 55, II, e parágrafo 1º., da Constituição.

Obviamente que houve, nos termos do referido dispositivo constitucional, abuso da prerrogativa parlamentar. O gesto e a verbalização do Deputado Federal demonstrou a um só tempo uma falta de decência (desrespeitando a Presidente da República, notoriamente uma das vítimas do militar), uma falta de compostura em relação à função pública que exerce e para a qual foi eleito e, sobretudo, uma atitude aética (ao homenagear um militar torturador).

Assim, seja nos termos da Constituição Federal, seja nos termos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados e do Código de Ética e Decoro Parlamentar da mesma Casa Legislativa, houve, induvidosamente, procedimento incompatível com o decoro parlamentar.

Com a palavra, portanto, o Procurador-Geral da República (para as providências de natureza penal) e o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados (para o procedimento político/administrativo).


Notas e Referências

Após 36 anos- SP: Coronel Ustra é declarado torturador pela Justiça de São Paulo“, https://francolinno.wordpress.com/2008/10/10/apos-36-anos-coronel-ustraedeclarado-torturador-pela-..., acessado dia 09 de outubro de 2008.

“Ex-agente do DOI-Codi diz que Ustra torturava e que era ‘senhor da vida e da morte’”, http://oglobo.globo.com/brasil/ex-agente-do-doi-codi-diz-que-ustra-torturava-que-era-senhor-da-vida-..., acessado dia 11 de maio de 2013.

“Juiz condena coronel Ustra por seqüestro e tortura”, http://www.oab.org.br/noticia/14836/juiz-condena-coronel-ustra-por-sequestroetortura, acessado em 10 de outubro de 2008.

“Morre coronel Ustra, ex-chefe do DOI-Codi durante a ditadura”, http://noticias.uol.com.br/política/ultimas-noticias/2015/10/15/morre-coronel-ustra.htm, acessado em 15 de outubro de 2015.

“Morte de Ustra, comandante de campo de concentração, consagra impunidade”, http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2015/10/15/morte-de-ustra-comandante-de-campo-de-c..., acessado em 2015-10-15.

TJ-SP nega recurso e reconhece coronel Ustra como torturador“, http://www1.folha.uol.com.br/poder/2012/08/1137102-tj-sp-nega-recursoereconhece-coronel-ustra-como..., acessado em 14 de agosto de 2012.

“Você pode pensar, mas não pode agir”, http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u43044.shtml, acessado em 02 de dezembro de 2002.

“Fui um dos torturados pelo coronel Ustra, diz presidente da Comissão Municipal da Verdade de SP”, http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-05-10/%E2%80%9Cfui-um-dos-torturados-pelo-coron..., acessado em 11 de maio de 2013.

AMARAL, Marina, “Conversas com Mr. DOPS”. http://apublica.org/2012/02/conversas-mr-dops/, acessado em 09 de fevereiro de 2012.

GOMES, Luiz Flávio, Juizados Criminais Federais, seus reflexos nos Juizados Estaduais e outros Estudos, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2002.

HUNGRIA, Nelson, Comentários ao Código Penal, Volume IX, Forense, Rio de Janeiro, 1959.

MERLINO, Tatiana, “Adiado julgamento de recurso de ação contra Brilhante Ustra. Coronel recorre de sentença em que foi declarado torturador de 5 pessoas”. Revista Caros Amigos, 23 de maio 2012.

MERLINO, Tatiana, “Em busca de justiça”. http://www.revistaforum.com.br/2012/02/09/em-busca-de-justiça/, acessado em 09 de fevereiro de 2012.

224 Comentários

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Não concordo com o teor do artigo, mas não vou emitir aprofundada opinião, pois os esquerdistas não toleram opiniões diversas, tal como o caso da opinião emitida pelo Dep. Bolsonaro. Tarso Genro e Dilma deveriam ser taxados do que ao defenderem o camarada Cesare Battisti? Só pelo fato de que era comunista deixou de ser bandido? Quando os bandidos são de esquerda, eles são vítimas da sociedade que buscam a democracia. Quando são de direita, são sem vergonhas, que não podem nem ser lembrados? QUE PIADA! QUE PIADA! continuar lendo

cassar o mandato do Bolsonaro por isso chega a ser uma piada, e quanto aos comunistas e ditadores que ala esquerdista tanto defende.. continuar lendo

Não se engane: não existe "aprofundada opinião" capaz de defender fascistas. O que deveria ser feito se um deputado alemão subisse à tribuna para elogiar Hitler e a matança de judeus? É a mesma coisa (Bolsonaro foi lá elogiar um psicopata e assassino em série, que fria e covardemente matou dezenas e torturou centenas de pessoas). É fazer apologia ao crime, ao crime de ódio e a tudo que a Humanidade produziu de abominável. continuar lendo

AO colega Sidartha, solicito rever os seus conceitos de direito penal à luz da lei, jurisprudência e doutrina em pesquisa aprofundada e não à base de mera citação em código comentado. Além disso, como judeu, fico extremamente incomodado com sua comparação. Acredito que, havendo outros leitores judeus neste site, V.Sa. deveria pelo menos desculpar-se pelo excesso cometido e a trágica banalização do Holocausto que promoveu em seu post. continuar lendo

Concordo com Sidartha.
Sr. Geraldo Luiz dos Santos Lima Filho, se o senhor se sentiu incomodado ou ofendido com apenas essa comparação, imagine os familiares dos mortos pelo regime militar, imagine as pessoas que foram torturadas pelo sujeito que foi homenageado por Bolsonaro.
Nenhum tipo de ditadura deveria ser enaltecida.
Além de infeliz em seu discurso, o deputado Jair Bolsonaro foi extremamente anti-ético e hostil. continuar lendo

Sr Wilson Eneias, a minha questão aqui é simples. Pode-se somente tentar criminalizar um ato (o de Bolsonaro) e não outros (os dos deputados que eloghiaram Marighella e Lamarca - remeto-o ao meu comentário completo). Não vou falar do que houve no Brasil de um lado ou do outro durante o regime, mas posso assegurar-lhe que não bateu o recorde de 6 milhões de pessoas, na tentativa de limpeza étnica de todo um povo. O que foi feito aqui se chama banalização, histeria. Mão na Consciência! continuar lendo

É repugnante a falsa simetria que esse Geraldo Luiz vocifera em defesa de um crápula. Em mais um artigo ele sai em defesa de Bolsonaro, mesmo se autodeclarando como judeu, o que é mais estranho.

Não é preciso rever conceitos, muito menos "pesquisas mais aprofundadas" a cerca do tema. Trata-se de apologia ao crime de tortura. Ponto final! Não devemos medir a gravidade de uma tortura à outra como justificativa pra suavizar a própria contradição. continuar lendo

dar, recentemente o nome de Che Guevara, que foi um anjo, em uma ecolca pública pode..né? continuar lendo

Prezado Geraldo Luiz dos Santos Lima Filho,

O senhor como Judeu está totalmente equivocado, ainda mais querendo uma solicitação de desculpas onde não há ofensas?

Vamos para analogia:

1º Hitler agiu em nome do Estado, com aparato do Estado e contra a raça e também contra “ideias”, ou seja, ideologia, ou você consegue discordar que sua fé também não é um ideal?

2º Provavelmente houve resistência judaica que mataram soldados alemães, logo, no mínimo, pelo menos o Marighella você não deveria citar.

Conclusão: Temos aqui Corenel Ustra e Hitler ambos agindo pelo Estado e com aparato do Estado, assim como tivemos resistência tanto judia quanto brasileira contra esses regimes totalitários que torturava e matava simplesmente por ser ou pensar diferente, e tal resistência também matou, porém, é impossível colocar no mesmo patamar quem utiliza o aparato do Estado com quem não usa. Por óbvio Hitler cometeu genocídio, um extermínio, Ustra não chegou neste nível, mas usaram o poder estatal para cometeram torturas e assassinatos, que difere em um “pequeno detalhe” de forças de resistência que mesmo torturando e matando, entretanto sem o uso do Estado.

Resumindo meu texto em uma pergunta:

Quem é pior;

O torturador e assassino que usa o poder do Estado ou o bandido que não têm o aparato do Estado? continuar lendo

Não creio que Bolsonaro cheque a ser cassado, porque um parlamentar é inviolável por suas opiniões, palavras e votos, mas considero absurda sua homenagem a um torturador. A tortura é um crime hediondo e um deputado que se propõe a sair candidato à Presidência da República por um partido que se diz cristão, ao fazer uma declaração dessas, revela total despreparo para o cargo. Já estamos sofrendo bastante com a incompetência da esquerda para governar o País. Ter que tolerar a incompetência da direita num possível governo, seria demais para a nação. continuar lendo

Perfeitas as colocações.
Evidentemente eu nunca defenderia tortura, seja de direita (como as alegadas nos anos 60, que incluiriam Ustra), nem de esquerda (como os registros dizem da guerrilha nos anos 60, que incluiriam Dilma). O fato: Dep. Jair Bolsonaro em nenhum momento de seu pronunciamento defendeu a tortura, mas sim um militar acusado de torturar, mas anistiado por Lei. A mesa Lei que anistiou Dilma, acusada de atos de terror, e que vários deputados defenderam, Ou seja, não houve apologia à tortura, mas a defesa a uma pessoa. Tão válida quanto os que defendem a pessoa de Dilma. Ambos, tortura e terror, condenados pela CF/88. Se Bolsonaro perdesse o mandato por citar positivamente Ustra, sem citar tortura, não restará outro caminho que não seja a cassação dos 137 deputados que citaram positivamente Dilma, mesmo que não tenham referido atos de terror. Fatos são fatos. O resto, retórica, uma pobre retórica.. continuar lendo

"... pois os esquerdistas não toleram opiniões diversas, tal como o caso da opinião emitida pelo Dep. Bolsonaro": essa expressão é suficiente para demonstrar que os direitistas, sim, toleram divergências, objeções, contestações, réplicas e que tais, pois não? continuar lendo

O próximo torturado TEM Q SER VC! Depois vc volta pra contar, ta? continuar lendo

Ao colega Geraldo, faço minhas as palavras dos colegas Wilson Eneias e Wesley. O tema dos direitos humanos não é questão estatística - simplesmente não importa se uma ditadura matou 6 milhões e outra matou 600, quando o que vale para todas as ditaduras é a abominável supressão de direitos fundamentais a certos grupos de indivíduos. O sr. é que deveria tomar cuidado para não banalizar, aí sim, a matança de indivíduos que ocorreu na ditadura civil-militar brasileira. Já que se diz judeu, cito uma grande judia, a primeira-ministra Golda Meir, que, quando era Ministra do Trabalho, respondeu, aos assessores que comemoravam a diminuição da taxa de desemprego, que cada israelense que ainda estava sem emprego representava 100% de desemprego. Em outras palavras, para indivíduos estatísticas não interessam, e sim o absoluto respeito aos direitos humanos de toda a coletividade, sem nenhuma exceção.

E, ao colega Marcelo Medeiros: não se engane o sr. também. Bolsonaro, antes de defender a tortura, defendia, sim, o simples assassinato dos presos políticos. Foi ele quem disse que um "erro" da ditadura foi deixar tantos opositores vivos.

E, sobre a "Lei" da Anistia, vá me perdoar, mas não existe qualquer legitimidade em uma lei que foi inventada pela ditadura em declínio, para defender seus próprios membros. "Ah, mas anistiou também os militantes esquerdistas". Esta é uma justificativa cínica, pois trata como iguais dois lados cuja disparidade de forças não poderia ser maior. De um lado, um Estado nacional com dezenas de milhares de militares equipados, recursos fartos e infraestrutura logística que se projetava sobre todo o território. De outro, algumas dezenas de universitários com ilusões sobre socialismo e vontade de derrubar a ditadura. O cinismo está em afirmar que a Lei da Anistia "beneficiou" ambos os lados, quando até as pedras sabem que ela foi feita mesmo para acobertar os inúmeros agentes criminosos da ditadura.

Fosse o Brasil uma sociedade civilizada, já teríamos a Justiça processando, culpando e punindo legalmente todos os agentes do Estado que cometeram atrocidades contra cidadãos. A Espanha fez tal acerto de contas com sua história; até a Argentina fez. Mas, por aqui, ainda temos pessoas que apoiam figuras como Bolsonaro, que votam nele, que pensam igual a ele.

Medeiros: Ustra foi anistiado por uma lei fajuta, mas foi condenado pela justiça comum. Não vejo é possível homenagear Ustra pelo que ele fez (torturou e matou pessoas, cujo "crime" era discordar da ditadura), sem defender (ou fazer apologia) do que ele fez.

Finalmente, ao sujeito que acha que esquerdistas não toleram opiniões diversas. De novo, o cinismo fala no lugar da razão. A opinião de gente como Bolsonaro é a de que deve haver justamente a supressão da diversidade de opiniões! Ele e seus partidários defendem a ditadura na democracia (vá ver como é defender a democracia na ditadura). De fato, é intolerável. A democracia não pode tolerar quem defenda a sua extinção. Este foi um dos erros da República de Weimar - em vez de dar um jeito nos nazistas, tolerou-os. O resultado foi a ascensão do nazismo e a destruição da democracia. Guardadas algumas proporções, é exatamente isso que querem pessoas da laia de Bolsonaro. continuar lendo

Outra coisa, Marcelo Medeiros: que provas temos de que Dilma praticou o crime de tortura? Sabemos, sim, que ela foi torturada (a mando justamente do facínora Ustra). Se algum deputado governista começasse a elogiar Stalin, ou Mao, ou Pol Pot (todos igualmente tirânicos, psicopatas e assassinos brutais), aí, sim, o senhor teria razão em sua opinião. Mas, fora ridículos boatos que abundam na internet, não consta que Dilma seja uma torturadora e assassina. Quem pensa o contrário, que exiba provas. Na ausência de provas, fiquem em silêncio. continuar lendo

Lamentavelmente a maioria dos votos a favor do impeachment foram de caráter pessoal contra Dilma e não contra a presidente. Poucos relataram sobre a verdadeira causa do voto. O que Bolsonaro quis dizer é que se fosse ele a torturaria de novo. Querem tirar a presidente? Pois que tirem, mas deixem a mulher viver em paz. continuar lendo

Esqueceram de Mario Kosel Filho continuar lendo

Isso mesmo. Não concordo de nenhuma forma com a escolha do Deputado Jair Bolsonaro, mas se um outro deputado tivesse dedicado seu voto a Joseph Stalin, Mao, Pol Pot, irmãos Castro, Che Guevara, todos juntos mataram milhões, haveria tanta indignação? Quem pode o mais, pode o menos. Não vejo sinceridade nos críticos, mas, sim, uma imbecilização ideológica. . continuar lendo

Resumiste meu pensamento...... continuar lendo

Ele fez apologia a um torturador,isso é fato. Não contribua com a ignorância,eleve o nível do debate. As eleições terminaram,não seja fantoche da mídia executando a intolerância. continuar lendo

"A opinião de gente como Bolsonaro é a de que deve haver justamente a supressão da diversidade de opiniões! Ele e seus partidários defendem a ditadura na democracia (vá ver como é defender a democracia na ditadura)."
Excelentes contribuições em seu comentário, Sidartha Soria. continuar lendo

Concordo com você. continuar lendo

Perfeito esse comentário. continuar lendo

fico entediado em ler, constantemente, pessoas que falam que a ditadura. matou e torturou,, mas se esquecem de que se os comunas, tivessem ganho esta luta.. aqui se teriam matado milhões. pois em cuba, que tinha alguns milhões de habitantes. este regime matou mais de 100 mil pessoas.. fuzilada. so o che guevara. supões-se que matou dois mil...
esta cambada não defendia a democracia.. gente. vamos ser realista.. eu vivi neste epoca. sou testemunha. fazia faculdade. trabalhava. etc. sabe quem morreu... coxinhas.. isto mesmo , principes socialistas. filhos de ricos que estudavam na puc. usp.. pois so filho de coxinha pode estudar la.. ou não? botar palavras na boca do bolsonaro é moleza. armar armadilhas para tentar tirar palavras dele é tudo jogada da esquerda.... voces querem mesmo um regime de esquerda aqui.. leiam o livro 1984 de goerge w. o.. e vejam o que é viver em uma ditadura comunista.. quem sabe voces mudam um pouco de postura. mas nã tem jeito, saiu uma matéria de um grupo de psicanalistas americanos e eles tem razão. para ser de esquerda o cara tem que ser psicopata mesmo... ai é so internar em hospícico. continuar lendo

Mesmo procurador do caso da "Opinião Pública" certo ? E as vitimas da Presidente da Republica ? Conhece VAR-Palmares ? Conhece Mario Kozel Filho ? continuar lendo

Emendo!
Desconhecem a bomba no Consulado em SP, que amputou a perna de um jovem de 22 anos?
Esse cidadão hoje recebe um salário de fome, à título de pensão, enquanto os filhos da P***, que praticaram o atentado foram anistiados de seus crimes, e, para piorar, recebem uma pensão gorda, igual a conta dos petistas! continuar lendo

Se pudesse curtiria 100x continuar lendo

Também o sequestro do do embaixador e assalto da casa da amiga do Ademar continuar lendo

Caro Romulo, há pouco tempo defendi o Sr., em um de meus comentários, argumentando que devemos nos importar mais com atos do que com palavras. Jair Bolsonaro costuma ser falastrão, mas é um ótimo parlamentar, nunca se envolveu em corrupção, e sempre se posicionou em defesa do Regime Militar. É uma questão de opinião. O herói é relativo, depende sempre de que lado você está.
A afirmativa dele não é criminosa, tampouco é quebra de decoro... essa é a minha opinião.
Abraço. continuar lendo

Apoiado seu comentário e digo mais; caso Jair Bolsonaro seja realmente candidato à presidencia da republica em 2018, terá meu voto , principalmente pela defesa que faz da família brasileira. continuar lendo

Ele foi extremamente infeliz no comentário mas é obvio a intenção de provocação.

Mas se for cassar ele tem que cassar qualquer um que cite Guevara, Castro, Lenin, etc etc etc continuar lendo

Perfeito, Sr. Geraldo Luiz, o que impera, ainda, neste país, infelizmente, é a hipocrisia, dos que se dizem esquerdistas, já que somente as suas opiniões são as corretas, e tudo vale, na pecha de se dizer que "estão lutando pelos direitos dos mais pobres e oprimidos", o que, novamente, não é verdade. Precisamos de mais cultura, educação, lazer, e compromisso e comprometimento, especialmente com a tão nova e legal Democracia do Brasil. Esta é a verdade, não concorda, nobre Geraldo, meu amigo. continuar lendo